Perfis do SAMU: Médica de Montes Claros sempre admirou o trabalho de urgência e emergência

Médica do SAMU de Montes Claros, Samara Aparecida Martins Dias Silva, de 26 anos, sempre gostou da área de urgência e emergência. Filha de pais professores, teve uma infância bem simples, mas nunca desistiu dos seus sonhos.

“Sou natural de Buritizeiro/MG, mas cresci em Jequitaí, uma cidadezinha de aproximadamente nove mil habitantes a 100 km de Montes Claros. Estudei toda a minha infância e ensino médio em escolas públicas do município. Em casa aprendi que o conhecimento é a única coisa que não podem tirar da gente, era o que o meu pai sempre dizia em cada desafio que enfrentávamos”, diz ela.

A Samara iniciou no SAMU em 2017, ainda como acadêmica,  no primeiro ciclo de atuação da Liga Acadêmica Norte Mineira de Urgência e Emergência – LANMUE. Ela disse que através dos estágios teve a oportunidade de participar de congressos, cursos, palestras e projetos realizados pelo NEP, além de acompanhar as equipes nos atendimentos conhecendo e participando ativamente da rotina do SAMU. 

“As experiências na liga fizeram com que o desejo de fazer parte da instituição como, profissional, crescesse a cada dia. Hoje, como médica do serviço, tenho uma visão  real do que é o atendimento pré hospitalar. A responsabilidade de atender um paciente em estado crítico, nos mais diversos ambientes”, conta ela.

A médica disse ainda que enfrenta, muitas vezes, quilômetros de estradas para a realização de uma transferência ou de um atendimento, levando até o paciente os recursos que ele necessita. “Cada ocorrência é um aprendizado, uma experiência diferente. Aprendemos como equipe, com as circunstâncias e muitas vezes com os próprios pacientes, isso é o que o SAMU nos permite, um aprendizado constante”, finaliza.

Matéria escrita por Letícia Fernandes

Parceria com Governo Federal renova 70% da frota do SAMU

O Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun) recebeu a doação de 39 ambulâncias do Governo Federal, nesta quinta-feira (09). A medida faz parte da renovação de frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Brasil. Os veículos foram retirados por uma comitiva formada por condutores socorristas do SAMU que saiu de Montes Claros, na última terça-feira (07), em direção à São Paulo para trazer os novos veículos ao Norte de Minas.

A aquisição das novas unidades, que se traduz em um investimento de quase R$ 7 milhões de reais, tem como objetivo atualizar a frota que possui veículos com um desgaste natural pela especificidade do serviço de urgência. Com as novas ambulâncias, o SAMU Macro Norte poderá atender de forma mais rápida e eficiente pacientes que precisem do serviço de urgência e emergência, além de reduzir o gasto com manutenção dos veículos.

As novas ambulâncias farão parte das 55 unidades distribuídas estrategicamente nas 42 bases descentralizadas do SAMU no Norte de Minas. É importante frisar que além do Cisrun ser o primeiro consórcio regionalizado do Brasil com finalidade de gerir o SAMU, ele enfrenta grandes adversidades por causa da sua área de cobertura.

Para que o SAMU Macro Norte fosse contemplado com a doação, que renova quase 70% de sua frota, a União levou em consideração alguns critérios como tempo de uso dos veículos. “Um dos critérios avaliados foi que as instituições mantenedoras dos serviços, no caso do Norte de Minas, o Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), não possuíssem pendências nos órgãos de fiscalizadores do Governo Federal como o Ministério da Saúde, por exemplo”, conta a diretora executiva do Cisrun, Kely Cristina de Moura Lacerda.

O presidente do Cisrun, Silvanei Batista Santos, lembra que as ambulâncias do SAMU Macro Norte atendem uma região com 86 municípios e com uma extensão de cerca de 120 mil km² enfrentando estradas de terra com bancos de areia, lama e travessias de rios em balsas, além de percorrer distâncias de até 500 km ao dia. “Com a combinação desses fatores, os veículos do SAMU têm um desgaste mais rápido necessitando, assim, de uma maior frequência na renovação da frota. Agradecemos à doação do Governo Federal que será muito bem utilizada pelo SAMU em benefício da população”, conclui.

Por Jane Felix
Assessora de Comunicação
SAMU Macro Norte
Contato: (38) 9 9944-0311
ascom@cisrun.saude.mg.gov.br

Covid-19 – SAMU inova na criação de fluxograma para desinfecção de ambulâncias

A partir desta quarta-feira, 8 de abril, as ambulâncias do SAMU Macro Norte utilizadas no atendimento de pacientes com suspeita de Covid-19, em Montes Claros, serão desinfetadas por uma empresa especializada em limpeza.

A nova medida tem como objetivo tornar mais rápido o processo de limpeza dos veículos, já que a epidemia de Covid-19 exige procedimentos específicos, uma vez que que o coronavírus tem uma alta taxa de infectividade. Os veículos serão higienizados com produtos como hipoclorito de sódio em alta concentração, álcool 70%, ozônio e sabão.

Antes, as ambulâncias eram higienizadas pelas próprias equipes de socorristas, mas como alguns profissionais tiveram que ser dispensados do serviço, por serem do grupo de risco para a contaminação pelo Covid-19, foi necessária a contratação de uma empresa especializada.

Segundo o coordenador do Núcleo de Educação Permanente do SAMU, Ubiratam Correia, aconteceu um treinamento com os funcionários da empresa de limpeza e, nos primeiros dias, haverá uma supervisão por parte do SAMU do trabalho da empresa em virtude das especificidades do trabalho da instituição.

Para a diretora executiva do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), que é a instituição que administra o SAMU, Kely Cristina de Moura Lacerda, a contratação da empresa de limpeza, e a supervisão do trabalho desenvolvido por ela, demonstram todo o cuidado que o SAMU tem tanto com seus servidores como com a população em geral. “Assim, todo o pessoal especializado da instituição estará focado no atendimento de solicitações de atendimento da população”, conta a diretora.

Por Jane Felix
Assessora de Comunicação
SAMU Macro Norte
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Perfis do SAMU: Coordenador do setor de compras diz que a instituição mudou completamente a sua vida

O coordenador do setor de compras do SAMU, Thiago Rafael Aguiar Marques, de 32 anos, é natural de Caculé na Bahia, filho da Luciene Aguiar da Silva Marques e do Rafael Marques da Silva, ambos autônomos, teve uma infância bem simples, onde sempre lutou para ser um homem realizado profissionalmente.

Thiago trabalha no SAMU há quase sete anos, ele disse que tentou o concurso em 2013 e conseguiu passar, onde trabalhou três anos como técnico administrativo e depois foi convidado para trabalhar no setor de compras, que hoje é o coordenador há três anos e meio.

“Havia passado no concurso da prefeitura, onde trabalhei durante um ano. Quando surgiu o concurso do SAMU, instituição grandiosa, não hesitei em fazer minha inscrição e acabei passando, fiquei muito feliz e realizado”, diz ele.

O Thiago disse ainda que o SAMU significa muito para ele e que depois que entrou na instituição sua vida mudou completamente.

“Graças a Deus consegui me estabilizar, comprei um carro, uma casa e o mais importante, foi lá onde conheci a minha esposa, a Francyele Oliveira ”, conta sorrindo. 

Texto escrito por Letícia Fernandes

SAMU faz atendimento de um homem que perdeu a perna, após engancha-la em uma máquina agrícola na zona rural de Catuti

Um homem de 55 anos ficou gravemente ferido depois de prender a perna em uma máquina de triturar ração na Comunidade Língua D’água, em Catuti, na tarde deste domingo (05 de abril).

O técnico em enfermagem da equipe de suporte básico do SAMU de Mato Verde, Cristiano Mendes que trabalhou na ocorrência, disse que foram acionados e no local onde era uma plantação de sorgo, foi feito os primeiros atendimento e estabilização da vítima.

“Tivemos o auxílio do suporte avançado de Janaúba e pedimos o apoio do Suporte Aéreo Avançado de Vida de Montes Claros que ajudou a desmontarmos a máquina para retirar o membro preso que já estava amputado”, diz Cristiano.

Ainda segundo o técnico, a vítima contou que foi puxar com o pé uma folha que enganchou na máquina que acabou puxando a sua perna. Ele foi encaminhado para a Santa Casa de Montes Claros.

Texto escrito por Letícia Fernandes

SAMU recebe solidariedade de entidades da sociedade civil

A pandemia de Covid-19, como não poderia deixar de ser, tem despertado a solidariedade dos brasileiros. Em virtude da epidemia que teve início na Ásia, as instituições de saúde têm encontrado dificuldades em encontrar fornecedores de materiais extremamente importantes para o atendimento às vítimas como o álcool 70%, máscaras cirúrgicas e do tipo N95, além de protetores faciais que são utilizadas no manuseio dos pacientes.

Assim, empresas e entidades organizadas da sociedade civil têm tomado iniciativas solidárias.  O grupo Ser(tão) Solidário, por exemplo, está produzindo de forma artesanal protetores faciais e doando para instituições públicas de saúde do Norte de Minas. Nesta semana, o SAMU Macro Norte recebeu protetores faciais produzidos pelo Ser(tão) Solidário em impressoras 3D. 

Representante da entidade, a engenheira clínica Erlane Sandra Mota conta que o grupo Ser(tão) Solidário também produz outros equipamentos de proteção individual para doação a instituições de que prestam serviços de saúde e realiza manutenção em respiradores hospitalares artificiais através de diversos colaboradores espalhados pelo Norte de Minas.

Ubiratam Corrêa, coordenador do Núcleo de Educação Permanente do SAMU, destaca a importância da rede de voluntariado, uma vez que materiais como equipamentos de proteção individual estão sendo muito procurados não apenas no Brasil ou no Norte de Minas, mas em todo o mundo de maneira simultânea.

A diretora executiva do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), Kely Cristina de Moura Lacerda, agradece às instituições, que acreditaram no trabalho desenvolvido pelo SAMU, pelas doações que serão utilizadas no atendimento da população do Norte de Minas.

Além da doação do Ser(tão) Solidário, a empresa Sada Bioenergia, que está instalada no município de Jaíba e é subsidiária da Sada, que é conhecida por suas atividades de transporte de cargas, também se sensibilizou e contribuiu doando 200 litros de álcool 70% ao SAMU.

Por Jane Felix
Assessora de Comunicação
SAMU Macro Norte
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Perfis do SAMU: Da depressão ao sonho realizado; técnico em enfermagem de Montes Claros conta a sua história

Giltoelio Fernandes de Queiroz Júnior, tem 32 anos, é casado, tem uma filha de cinco anos e é natural de Montes Claros. Ele se formou em técnico de enfermagem e trabalha a mais de um ano no SAMU de Itacambira, prestando serviço de qualidade para a população.

Antes do Gitoelio trabalhar no SAMU, ele teve uma ampla experiência trabalhando em dois hospitais durante quase nove anos em Montes Claros, onde exerceu a função na área de oncologia, cardiologia e semi intensivo.

Devido ao acúmulo de trabalho, uma forte depressão pegou o pegou, então ele teve que se afastar para fazer o tratamento necessário e acabou ficando desempregado por volta de um ano e oito meses.

“Eu convivi por muito tempo vendo casos gravíssimos nos hospitais, situações sem solução, muita tristeza e eu trabalhava muito, meu psicológico não aguentou, eu travei em uma crise de ansiedade e quando descobri já estava em uma profunda depressão, mas de imediato comecei o tratamento”, conta ele.

Para não ficar parado, ele fez alguns cursos para se atualizar na área, entregou muitos currículos no SAMU, ia lá constantemente atrás de uma resposta, pois era o seu sonho trabalhar lá, e com muita insistência conseguiu ser chamado para fazer um processo seletivo onde foi aprovado em todas as etapas e hoje faz parte da instituição.

“Ouvi muito não, mas nunca desistir, Deus me presenteou, consegui me curar da depressão e hoje trabalho nesta grande entidade. Só tenho que agradecer a gestora do órgão, Kely Cristina e a Josianne Fernanda Carvalho Mendes, gerente do Recursos Humanos por terem me dado esta oportunidade de fazer um processo seletivo e por terem me recebido muito bem quando procurei-as, sou grato por tudo e não posso deixar de agradecer também a minha coordenadora de enfermagem, a Larissa Lopes e a assistente administrativa, Geovanessa Cardoso que colocaram o meu autoestima lá em cima, são muito humildes, prestativas e sempre acreditam em tudo que eu quero fazer para melhorar a minha base”, disse.

O Giltoelio disse ainda que trabalhar no SAMU não é simplesmente colocar uma farda e uma bota, é realmente dar muito suor, dar uma palavra de apoio para as vítimas e familiares, porque às vezes o que eles precisam é só de ouvir algo que os conforte.

“Passamos por chuvas, lamas, situações perigosas, mas nada supera o prazer de ajudar uma vítima. Eu admiro muito todo o tipo de resgate, mas eu tenho um amor muito grande pelo SAMU, vestir essa farda tem um peso muito grande, é gratificante demais fazer parte desta equipe. Nunca me esqueço do coordenador do NEP, o Ubiratam Lopes, ele sempre falava que tínhamos que ter uma postura e uma conduta de ética, nunca misturar política e religião com o serviço, ter muita educação com cada paciente, e é o que eu sigo. Ubiratam é um homem muito sábio, sempre me deu muita força nos treinamentos”, finaliza.

Texto feito por Letícia Fernandes

Suporte Aéreo do SAMU faz transferência de recém-nascido de Janaúba para a Santa Casa de Montes Claros

O Suporte Aéreo Avançado de Vida do SAMU, fez a transferência de uma recém-nascida prematura de sete meses de Janaúba com apoio da Unidade de Suporte Avançado da cidade para a Santa Casa de Montes Claros, nesse sábado (28).

A criança  nasceu com algumas deficiências, como atresia de esôfago e ânus imperfurado. Ela não precisou ser entubada, respirava pelo ar ambiente.

O enfermeiro do SAMU de Montes Claros que trabalhou na ocorrência, o Adriano Vieira da Silva, disse que a bebê precisava passar por uma cirurgia e a transferência foi feita devido a prematuridade e baixo peso da criança que era de 1,400 Kg.

“O transporte é feito em incubadora para manter o controle da temperatura do RN, que corre o risco de hipotermia. Evitamos movimentos bruscos de aceleração e desaceleração devido ao risco de hemorragias intracranianas. Avaliamos alterações de saturação de oxigênio para fazer as devidas correções.  Estamos sempre atentos para a necessidade de aspiração de vias aéreas devido a refluxo”, explica o enfermeiro.

A enfermeira do SAMU de Janaúba que também trabalhou na ocorrência, a Keith Veloso, disse que a situação é muito delicada nestes casos e que o transporte estabiliza muito o RN, por isso a necessidade da equipe está bem treinada e qualificada.

“Eu em específico me especializei em pediatria e neonatologia justamente pelo dinamismo das ocorrências do SAMU , hoje tenho certeza que prestamos muito mais do que um atendimento, requer muito mais da equipe, é habilidade e treinamento.  Temos um olhar humanizado e o resultado é que a resolubilidade do transporte e assistência ao RN é extremamente gratificante, o RN sempre acaba levando um pedacinho dos nossos conhecimentos e nós ficamos com amor gratificante interior que é difícil mensurar”, conta a Keith.

Texto feito por Letícia Fernandes

Perfis do SAMU: Técnica em Enfermagem de Coração de Jesus conta a sua história de superação de vida

Adna Millene Alves Silva, de 34 anos, nasceu e foi criada na zona rural de Coração de Jesus. Filha de Alair Alves Silva e José Pereira da Silva, irmã de cinco, não teve uma vida fácil, passou por muitas dificuldades até chegar onde chegou.

Logo na sua juventude, aos 14 anos, Adna foi morar de favor em Montes Claros para concluir o ensino médio, mas não teve condições de entrar em uma faculdade e nem de fazer um curso técnico para se profissionalizar.

Em 2002 seu pai foi para o Suriname a trabalho pensando na melhoria de sua família. Depois de três anos voltou e montou um restaurante pequeno onde a Adna foi trabalhar.

“O retorno era muito pouco, eu tinha 19 anos na época, me estressei demais e neste tempo acabei engravidando de um relacionamento imaturo. Meus pais não me apoiaram, me vi sozinha, fui embora para São Paulo morar na casa de uma tia, mas a situação só piorava para meu lado. Quando ganhei bebê entrei em depressão pós parto, em menos de dois meses o meu leite secou, a criança chorava de fome, até ganhei leite, mas não foi o suficiente e minha filha acabou ficando internada. Quando estava no hospital minha mãe soube e foi nos visitar e disse que ficaria com minha filha até eu conseguir arrumar a minha vida”, conta ela.

Adna com muita persistência conseguiu um emprego na cidade e disse que sempre que pegava ônibus para voltar para casa, no trânsito parado ouvia as ambulâncias passando com sirene ligada e olhava pela janela chorando aflita por ver a dificuldade dos socorristas para se locomoverem.

Quando tirou férias do seu serviço, foi visitar sua filha, e viu que a sua mãe estava mal. Ela precisava tomar uma injeção e não tinha quem aplicasse, ela mesma teve que furar a sua própria perna e acabou machucando o local, ela chorou por dias de dor e deixou um hematoma horrível.

“Eu fiquei pensando que se eu soubesse aplicar, ela não estaria passando por isso, então quando voltei para São Paulo decidi fazer o curso técnico. Assim que concluí saiu um concurso para a prefeitura de São João do Pacuí, cidade bem próxima da minha mãe e filha, tentei e consegui, depois de um ano já trabalhando, saiu o concurso do SAMU com vagas em Coração de Jesus, não pensei duas vezes, tentei e fiquei entre os primeiros colocados e trabalho nos dois empregos até hoje. Com quase sete anos no SAMU, sou técnica em enfermagem, estabilizei minha vida, minha filha mora comigo e até consigo ajudar a minha família”, explicou ela.

Hoje a Adna é casada, além de trabalhar nos dois empregos, é também dona do seu próprio negócio, ela juntamente com seu esposo tem um açougue. Sua filha já tem doze anos e ela teve outro filho que tem dois aninhos. Ela disse que sempre que está de plantão e sai para ocorrência procura fazer e oferecer o melhor dela.
“Amo o que faço, tenho muitas oportunidades de está sempre me capacitando em minha área para melhor atender a população. Tem uma frase que um professor disse no curso técnico que eu nunca me esqueço, ele disse que ao exercermos nossas funções, para darmos o melhor de nós, pois escolhemos está ali e pagamos por isso, já os pacientes não”. Finalizou ela.

Texto: Letícia Fernandes

SAMU adota novos procedimentos contra o coronavírus

Visando a segurança tanto da equipe de socorristas, como do paciente, os atendimentos realizados pelo SAMU Macro Norte em que há suspeita de contaminação pelo Covid-19, estão sendo realizados de forma rigorosa. Assim, que houve o primeiro caso no Brasil, o Núcleo de Educação Permanente (NEP) do SAMU iniciou a produção de um novo protocolo baseado em recomendações do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entre outros, para quando o Norte de Minas fosse afetado, a instituição estivesse preparada para lidar com esse novo tipo de ocorrência.

Para realizar o atendimento, os profissionais têm passado por treinamentos de forma presencial para as equipes de Montes Claros. Para as bases descentralizadas, os treinamentos são disponibilizados de forma online, por não haver tempo hábil para visitar as 41 bases descentralizadas do SAMU Macro Norte. O método, que tem sido adotado para casos suspeitos, será o mesmo para quando algum caso for confirmado.

As solicitações de atendimento continuarão chegando via 192, momento em que o solicitante será avaliado por telefone pela Regulação Médica, que classificará o paciente como caso suspeito ou não de coronavírus. Diante de um caso com sintomas leves, a recomendação será de isolamento, medidas de biosegurança sendo que o solicitante deverá informar a vigilância epidemiológica do Município sobre a suspeita.

Em casos graves, o médico entrará em contato com a Central de Regulação de Leitos para que a vaga para o paciente seja liberada. Imediatamente, a equipe de intervenção designada para atender vítimas com suspeita será acionada para iniciar a paramentação e a unidade hospitalar será comunicada para se preparar para receber a vítima. Dessa forma, o paciente é removido e encaminhado para o hospital, onde receberá os cuidados médicos.

Para o atendimento desses casos, as equipes estarão trajados com macacões para risco químico e biológico ou avental, óculos de proteção, luvas de procedimento e máscaras N95. A paramentação bem como a desparamentação também são realizadas de forma rigorosa. Os infectados pelo novo coronavírus e acompanhantes também utilizarão máscaras cirúrgicas desde o momento em que for identificado na triagem até sua chegada ao local de destino.

Outras medidas adotadas foram envelopar a ambulância e garantir que a ventilação do veículo para aumentar a troca de ar durante o transporte. A transferência ocorrerá de forma mais breve possível. Após o término de cada atendimento, a ambulância é higienizada e desinfectada, conforme o protocolo de limpeza do SAMU Macro Norte, para que novos atendimentos sejam feitos com segurança.

A diretora executiva do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), Kely Cristina de Moura Lacerda, lembra que o coronavírus é uma pandemia mundial e que a atitude da população é primordial para que a doença seja controlada na região. “Lavar as mãos com água e sabão – frequentemente – e permanecer em casa são algumas das maneiras de evitar o contágio”, explica.

Por Jane Felix
Assessora de Comunicação
SAMU Macro Norte
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