Giltoelio Fernandes de Queiroz Júnior, tem 32 anos, é casado, tem uma filha de cinco anos e é natural de Montes Claros. Ele se formou em técnico de enfermagem e trabalha a mais de um ano no SAMU de Itacambira, prestando serviço de qualidade para a população.
Antes do Gitoelio trabalhar no SAMU, ele teve uma ampla experiência trabalhando em dois hospitais durante quase nove anos em Montes Claros, onde exerceu a função na área de oncologia, cardiologia e semi intensivo.
Devido ao acúmulo de trabalho, uma forte depressão pegou o pegou, então ele teve que se afastar para fazer o tratamento necessário e acabou ficando desempregado por volta de um ano e oito meses.
“Eu convivi por muito tempo vendo casos gravíssimos nos hospitais, situações sem solução, muita tristeza e eu trabalhava muito, meu psicológico não aguentou, eu travei em uma crise de ansiedade e quando descobri já estava em uma profunda depressão, mas de imediato comecei o tratamento”, conta ele.
Para não ficar parado, ele fez alguns cursos para se atualizar na área, entregou muitos currículos no SAMU, ia lá constantemente atrás de uma resposta, pois era o seu sonho trabalhar lá, e com muita insistência conseguiu ser chamado para fazer um processo seletivo onde foi aprovado em todas as etapas e hoje faz parte da instituição.
“Ouvi muito não, mas nunca desistir, Deus me presenteou, consegui me curar da depressão e hoje trabalho nesta grande entidade. Só tenho que agradecer a gestora do órgão, Kely Cristina e a Josianne Fernanda Carvalho Mendes, gerente do Recursos Humanos por terem me dado esta oportunidade de fazer um processo seletivo e por terem me recebido muito bem quando procurei-as, sou grato por tudo e não posso deixar de agradecer também a minha coordenadora de enfermagem, a Larissa Lopes e a assistente administrativa, Geovanessa Cardoso que colocaram o meu autoestima lá em cima, são muito humildes, prestativas e sempre acreditam em tudo que eu quero fazer para melhorar a minha base”, disse.
O Giltoelio disse ainda que trabalhar no SAMU não é simplesmente colocar uma farda e uma bota, é realmente dar muito suor, dar uma palavra de apoio para as vítimas e familiares, porque às vezes o que eles precisam é só de ouvir algo que os conforte.
“Passamos por chuvas, lamas, situações perigosas, mas nada supera o prazer de ajudar uma vítima. Eu admiro muito todo o tipo de resgate, mas eu tenho um amor muito grande pelo SAMU, vestir essa farda tem um peso muito grande, é gratificante demais fazer parte desta equipe. Nunca me esqueço do coordenador do NEP, o Ubiratam Lopes, ele sempre falava que tínhamos que ter uma postura e uma conduta de ética, nunca misturar política e religião com o serviço, ter muita educação com cada paciente, e é o que eu sigo. Ubiratam é um homem muito sábio, sempre me deu muita força nos treinamentos”, finaliza.
Texto feito por Letícia Fernandes